Macaúbas

Exposição de fotógrafo de Macaúbas leva paisagens do sertão baiano ao Museu de Arte da Bahia

Foto: Alex Dantas

A cidade de Macaúbas, no Centro-Sul da Bahia, é o cenário da exposição “Presságio”, primeira mostra individual do fotógrafo e artista visual Marcelo Vaz. Em cartaz no Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, até o dia 23 de agosto, a exposição apresenta um olhar sobre o sertão e a relação de seus moradores com a espera pela chuva. A visitação é gratuita. Natural de Macaúbas, Marcelo Vaz reuniu 26 fotografias produzidas exclusivamente no município. As imagens retratam elementos característicos da região, como o céu carregado de nuvens, a vegetação marcada pela estiagem, o solo seco, os açudes e manifestações de fé, compondo uma narrativa inspirada no ciclo da chuva. O artista explica que a mostra nasceu de memórias da infância e da observação diária da paisagem sertaneja. Segundo ele, o projeto ressignifica o conceito de “presságio”, já que, no sertão, dias de céu fechado representam esperança de chuva. “Macaúbas é a minha origem. Foi onde aprendi a observar a natureza e a compreender o valor que a chuva tem para quem vive no sertão”, destaca.

Foto: Marcelo Vaz

Além das fotografias, a exposição conta com uma instalação em formato de janela, inspirada no local onde Marcelo começou a registrar as nuvens, e uma intervenção com grandes nuvens suspensas no espaço expositivo, criada para proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes. A curadoria é da artista multidisciplinar Helen Salomão, que buscou evidenciar a conexão entre o trabalho do fotógrafo e a paisagem sertaneja. A mostra também apresenta uma série de fotografias em cianotipia, desenvolvida em parceria com a artista Letícia Durlo. As obras, produzidas em papel vergê, podem ser manuseadas pelo público, ampliando a experiência sensorial da visita. Realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), a exposição marca um novo momento na trajetória de Marcelo Vaz. O fotógrafo, que começou a fotografar ainda criança com a câmera analógica do pai, consolidou sua carreira registrando paisagens, astrofotografia e aves, acumulando mais de 140 espécies catalogadas e participando de exposições coletivas antes de estrear sua primeira mostra individual.

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