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Moradora denuncia fala machista de vereador em carta pública após sessão da Câmara em Brumado

Foto: Reprodução/CMB

Na manhã desta terça-feira (15), a moradora Marina Trindade tornou pública uma carta de repúdio direcionada ao vereador Wanderley Lima da Silva, conhecido como “Boca”, após declarações feitas por ele durante a sessão da Câmara de Vereadores de Brumado, ocorrida na noite anterior, 14 de julho. O episódio teve início, segundo Marina, após ela emitir uma opinião em um grupo de WhatsApp, sugerindo que, por estar no segundo mandato, o vereador talvez estivesse encerrando seu ciclo político, e que, por possuir formação e qualificação, poderia retornar à função de agente de saúde. A crítica, segundo a autora da carta, foi feita de forma respeitosa e em ambiente privado. Contudo, a reação do parlamentar, feita em plenário, revoltou a moradora. Usando a tribuna da Câmara, “Boca” teria se referido a ela com insinuações ofensivas e machistas, dizendo que a mulher deveria “procurar uma trouxa de roupa para lavar” — comentário que foi interpretado como tentativa de menosprezo e silenciamento. Na carta, Marina afirma que o comportamento do vereador revela despreparo emocional e confusão entre a função pública e vaidade pessoal. “Senhor vereador, o senhor é uma figura pública. Isso significa que críticas fazem parte da função que o senhor exerce e devem ser encaradas com equilíbrio e maturidade”, escreveu. A moradora ainda destacou que, diferente do parlamentar, jamais utilizou espaço público para atacar outras pessoas. “Sou mãe, trabalhadora, dona de casa, cidadã ativa e conhecida na cidade por contribuir de forma honesta com a comunidade, mesmo sem ocupar cargo público.” Além da crítica à postura do vereador, Marina chamou atenção para a necessidade de o Legislativo voltar seu foco para temas mais urgentes da cidade, como saúde, educação, segurança e geração de empregos. “Gastar tempo e energia reagindo a comentários de grupo de WhatsApp, ainda mais com ataques pessoais, não faz parte das atribuições de um representante do povo”, escreveu. Finalizando a carta, Marina reafirma que não se sentiu envergonhada com o episódio, mas indignada com a falta de respeito. “O que o senhor fez mancha a cadeira que ocupa e enfraquece a imagem do legislativo municipal. Respeito se conquista com atitudes — não com microfone.” Até o momento, o vereador Wanderley Boca não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

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