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Moradora denuncia complicações após extração dentária e cobra assistência da Saúde em Livramento de Nossa Senhora

Foto: Luiz Brito/Rádio Portal Sudoeste

A moradora da comunidade da Barrinha, Lislene Silva de Sousa, 42 anos, denuncia ter enfrentado sérios problemas de saúde após um procedimento odontológico realizado no Posto de Saúde da Família (PSF) da localidade, em maio do ano passado, em Livramento de Nossa Senhora. Ela relata que buscou atendimento para a extração de dentes, mas afirma que os dentes foram quebrados durante o procedimento, retirados em partes, e que recebeu apenas analgésicos antes de ser liberada. A dor teria se intensificado no fim de semana, levando-a a procurar outras unidades, onde, segundo ela, profissionais se recusaram a intervir, orientando o retorno à mesma dentista. Ao procurar novamente atendimento, afirma que novos fragmentos foram removidos sem a realização de raio-X, mesmo havendo equipamento disponível. Durante esse procedimento, teria ocorrido perfuração do seio maxilar, causando sangramento, forte dor e início de infecção. Sem melhora, Lislene foi encaminhada ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), onde passou por cirurgia. No entanto, a paciente relata que o tratamento tardio teria provocado agravamento do quadro, incluindo perda óssea significativa e infecção generalizada. Desde então, passou por três cirurgias e ainda precisa de intervenção especializada em bucomaxilofacial, pois a infecção permanece ativa. Ela afirma ter procurado a Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério Público na tentativa de garantir o tratamento, mas relata falta de retorno e dificuldades para conseguir a cirurgia pelo sistema público. Segundo a moradora, dores constantes, secreção pelo nariz e boca, noites sem dormir e abalo emocional têm prejudicado sua rotina e sua saúde. Lislene também menciona sentir-se vítima de perseguição política, ao afirmar que passou a ser tratada com descaso após se posicionar contra o atual grupo político do município. Enquanto isso, a dentista segue atuando normalmente na unidade, segundo o relato da paciente. “Eu quase morri. Só eu sei o que tenho passado. Quero apenas meus direitos e um atendimento digno antes que seja tarde”, desabafou, pedindo atenção das autoridades e solidariedade da população. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o caso segue tramitando através do Ministério Público e que todas as demandas da paciente estão sendo reguladas dentro do fluxo do sistema.

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