
Cada vez mais raros nas cidades brasileiras, os orelhões — oficialmente chamados de Telefones de Uso Público — podem desaparecer de vez do cotidiano urbano. Embora cerca de 38 mil ainda estejam espalhados pelo Brasil, as empresas de telefonia fixa deixaram de ser obrigadas a mantê-los a partir deste ano, após o encerramento das concessões do serviço em dezembro de 2025. A mudança ocorreu com a adaptação dos antigos contratos de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado para o regime de autorização, conforme previsto na Lei Geral de Telecomunicações. Com isso, não há mais exigência legal para a manutenção desses equipamentos em funcionamento. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não existe uma norma específica que determine ou regulamente a retirada dos orelhões que deixaram de ser obrigatórios. Ainda assim, a agência avalia solicitar às prestadoras de serviço a apresentação de um plano para a retirada gradual desses terminais. Os usuários que desejarem a remoção de orelhões não obrigatórios podem fazer a solicitação diretamente às centrais de atendimento das empresas responsáveis. Caso não haja resposta, é possível registrar reclamação junto à Anatel, por meio do telefone 1331 ou pelo portal oficial da agência. De acordo com a Anatel, como contrapartida à mudança no regime de concessão, as empresas assumiram compromissos de investimento em infraestrutura de telecomunicações no país. Entre as ações previstas estão a implantação de redes de fibra óptica em localidades sem acesso, instalação de antenas de telefonia móvel com tecnologia mínima 4G, ampliação da cobertura em municípios, implantação de cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e a construção de data centers.




