
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte condenação aos bombardeios realizados em território venezuelano e à captura do presidente do país, classificando os atos como uma grave afronta à soberania nacional e ao direito internacional. Para o chefe do Executivo brasileiro, as ações ultrapassam limites inaceitáveis e criam um precedente perigoso para a estabilidade global. Em declaração, Lula afirmou que o uso da força contra países soberanos contribui para a construção de um cenário internacional marcado pela violência, pelo caos e pela instabilidade, no qual a imposição do poder militar se sobrepõe ao multilateralismo. Segundo ele, a posição do Brasil é coerente com a postura adotada historicamente diante de conflitos recentes em diferentes regiões do mundo. O presidente também destacou que a ofensiva remete a períodos marcados por intervenções externas na política da América Latina e do Caribe, colocando em risco o esforço de preservação da região como uma zona de paz. Lula defendeu que a comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, adote uma resposta firme diante do episódio. O presidente reforçou que o Brasil condena as ações e permanece disponível para atuar na promoção do diálogo e da cooperação como alternativas para a solução do conflito.




