Bahia

PF deflagra operação contra pornografia infantojuvenil na internet no oeste baiano

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Na manhã desta sexta-feira (27/3), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rapina com o objetivo de combater crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet, especialmente a produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sendo um no município de Ibipitanga e outro em Barreiras. Também foram cumpridos dois mandados de prisão em aberto contra o investigado, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas e pelo Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, em razão de condenações por estupro de vulnerável e por armazenamento e compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil. As investigações tiveram início a partir de relatórios encaminhados por um organismo internacional de proteção à infância, que identificaram a atuação reiterada de um usuário brasileiro em redes sociais praticando crimes envolvendo múltiplas vítimas menores de idade. Segundo apurado, o suspeito utilizava diversos perfis falsos para se aproximar de crianças e adolescentes, muitas vezes se passando por outras pessoas, inclusive menores do sexo feminino, com o objetivo de obter imagens íntimas. Após estabelecer contato, o investigado induzia as vítimas ao envio de conteúdo de cunho sexual e, posteriormente, realizava chantagens, ameaçando divulgar o material para familiares, amigos ou em perfis públicos caso não recebesse novos conteúdos. Em diversos casos, o material foi efetivamente divulgado, ampliando os danos às vítimas e a circulação do conteúdo ilícito. As apurações também indicaram que o suspeito utilizava múltiplos números telefônicos e contas digitais para dificultar sua identificação, além de reaproveitar imagens de vítimas anteriores para aliciar novas pessoas. A conduta demonstra atuação criminosa reiterada e estruturada, envolvendo simultaneamente armazenamento, produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. O investigado possui extenso histórico criminal. Além dos dois mandados de prisão cumpridos na operação, ele já foi condenado a 11 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de estupro, e a 3 anos de reclusão por crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele também responde a outras ações penais relacionadas à divulgação de imagens íntimas de adolescentes. Até o momento, ao menos 12 vítimas foram identificadas, todas menores de idade à época dos fatos, havendo indícios de que o número seja maior. O investigado poderá responder por estupro de vulnerável, produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil, além de aliciamento de crianças e adolescentes. As medidas de busca e apreensão têm como finalidade a coleta de dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova, visando aprofundar as investigações, identificar novas vítimas e apurar possíveis outros crimes.

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