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Paciente reclama de atendimento na UPA de Livramento após procurar unidade com fortes dores e secretaria de saúde esclarece

Foto: Wilker Porto/Agora Sudoeste

Uma paciente procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h de Livramento de Nossa Senhora, na tarde desta quarta-feira (18), após sofrer fortes dores causadas por um problema na coluna. Segundo o esposo, Manoel Neves, conhecido como Netão, a esposa não recebeu a medicação que costuma aliviar suas dores. De acordo com Netão, a única medicação capaz de controlar a dor da paciente seria a morfina, porém, o médico plantonista teria se recusado a aplicar. “Tem que ficar gritando de dor, e a médica disse que, se você tiver alguma objeção, chama a viatura pra você. Disse que morfina mata. Se morfina matasse, a Anvisa proibia, e os médicos neurocirurgiões não passavam”, desabafou. O esposo também relatou que encontrou dificuldades para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) devido a problemas de sinal da operadora Oi, o que teria atrasado o socorro. “Todo mundo que depende da UPA tem que chegar aqui e tomar dipirona. Pra eles é mais fácil. Minha mulher está há mais de 40 minutos gritando de dor e ninguém faz nada. Se fosse a mãe dela, ou um parente dela, que estivesse sentindo dor, rapidinho aplicava. Remédio não mata, o que mata é a dor transpassada”, afirmou. Por telefone, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a decisão sobre a medicação é de responsabilidade da equipe médica. A pasta explicou que, por se tratar de uma medicação considerada de alto risco, com potencial viciante e indicada apenas para casos extremos, alguns profissionais optam por não administrá-la, temendo possíveis complicações, como parada cardiorrespiratória ou outros efeitos adversos. Ainda segundo a secretaria, a paciente faz uso frequente da medicação sem acompanhamento adequado. “Nestes casos, a gente orienta que o paciente busque acompanhamento com um psiquiatra para realizar um processo de desmame, além de seguir com o especialista que acompanha o problema de coluna, para que este emita um relatório formal autorizando o uso contínuo da medicação. O oncologista, por exemplo, quando prescreve, a equipe já sabe que aquele paciente tem indicação para uso. No caso dela, isso não ocorre, porque o médico responsável nunca entrega um relatório, apenas verbaliza que ela pode usar”, esclareceu.

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