
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 como uma agenda necessária. O ministro afirmou, durante o “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira, 6 de maio, que a discussão reflete mudanças estruturais no mundo do trabalho. “Estamos reconhecendo que o mundo avançou, as pessoas estão mais produtivas, há ganhos digitais, de comunicação e é preciso reconhecer sem passar a conta para a população”, disse. O titular da Fazenda afirmou que o Governo do Brasil tem o compromisso de defender os interesses dos trabalhadores e garantir melhores condições de renda e de atuação, sem redução dos salários. “Vamos fazer questão de incluir, em qualquer medida que seja aprovada no Congresso, a proteção à não redução de salário. Não vai haver redução de salário”, destacou. O ponto é um dos requisitos do texto enviado pelo Governo ao parlamento. O ministro ressaltou que a proposta em debate busca ampliar o tempo de descanso, a qualidade de vida e a chance de estar presente com a família. De acordo com Durigan, três em cada dez trabalhadores ainda estão nesse modelo, e a maioria recebe até dois salários mínimos. “Estamos falando de 80% que ganham até dois salários mínimos. É o trabalhador de mais baixa renda. Quem tem mais alta renda está conseguindo escalas mais razoáveis. A ideia é reconhecer o ganho de produtividade e fazer com que a gente transicione de uma realidade em que a pessoa tem um dia para descansar para dois dias de descanso”. Durigan também ressaltou que o Ministério da Fazenda continua fazendo o equilíbrio entre os vários setores produtivos, com diálogo e avaliação de especificidades. “O que me compete é fazer esse equilíbrio delicado entre vários interesses e estou sempre apto e disposto a fazer esse diálogo com todo mundo. A ideia é reconhecer o ganho de produtividade e fazer com que a gente transicione de uma realidade em que a pessoa tem um dia para descansar para dois dias de descanso”, destacou.




