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Mourão ataca ação da PF e conclama Forças Armadas a reagirem a ‘arbítrios’ do STF

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-RS) usou a tribuna do Senado para dizer que o Brasil vive uma situação de “não normalidade” e que as Forças Armadas precisam reagir ao que chamou de “arbítrios” e processos ilegais conduzidos contra militares por parte do Supremo Tribunal Federal. As informações são do Bahia.BA. A fala dele foi em repúdio à operação da Polícia Federal que mira o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu entorno diante de uma suposta tentativa de golpe para mantê-lo no poder nas eleições de 2022. “Não tenho a mínima dúvida de que estamos caminhando para a implantação de um regime autoritário de fato no país”, afirmou, num discurso de pouco mais de 5 minutos. “O que se vislumbra nessa onda de prisões e apreensões deflagradas hoje é a intenção de caracterizar as manifestações da população como fruto de uma conspiração golpista”, disse Mourão. Ele disse que a reação que se quer tutelar é a mesma que se insurgiu contra a corrupção em 2016 e que hoje se insurge contra o “arbítrio da nossa Suprema Corte”. Ele diz que assuntos diversos como vacinação e outros são misturados para atingir indistintamente todos os integrantes da oposição ao governo Lula (ele não cita nominalmente o presidente, apenas o PT). “As medidas persecutórias variam conforme as circunstâncias, cassando uns, prendendo outros, mas não escondem seu objetivo: a supressão da oposição política no país.” Mourão diz que a oposição tem de se reunir e publicamente denunciar esse estado de coisas. Ele afirma que é preciso se afastar de tentativas de ruptura, mas repudiar o que chama de “devassa persecutória ao arrepio da lei”. E passa a comparar o Brasil com regimes totalitários de esquerda. “No caso das Forças Armadas, os seus comandantes não podem se omitir diante de processos arbitrários que atingem seus integrantes ao largo da Justiça Militar. Existem oficiais da ativa sendo atingidos por supostos delitos, inclusive oficiais generais. Não há o que justifique a omissão da Justiça Militar. Nem Hitler ousou isso no começo de sua ascensão ao poder, limpando a área naquilo que ficou conhecido como o caso Fritz, que foi a demissão do então chefe do Estado-maior do Exército alemão”, afirmou. Mourão cogitou a possibilidade “lamentável de um confronto de gravíssimas consequências”. “Perseguem-se homens de honra que dedicaram sua vida à defesa da Pátria, ao mesmo tempo em que corruptos são aquinhoados com o perdão de suas dívidas e a bandidagem, que massacra nossa população, está livre nas ruas”.

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