
O laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica da Polícia Civil da Bahia apontou diversas irregularidades no brinquedo ‘Intox’, equipamento no qual o jovem Andrei Peroba, de 20 anos, se acidentou em 15 de fevereiro deste ano, em um parque de diversões na Pronaica, bairro de Cajazeiras, em Salvador. Ele teve o braço direito amputado devido aos ferimentos. De acordo com o laudo do exame de lesões corporais feito pelo jovem Andrei Peroba, que o Portal A TARDE teve acesso, ficou constatado o perigo de morte por causa do acidente, além de grave lesão do braço do rapaz. No final da manhã desta segunda-feira, 12, durante entrevista coletiva com os advogados Bruno Moura e Antônio Jorge, representantes do garoto, comentaram o caso. “O laudo pericial aponta todas as ilegalidades no equipamento. Havia dois botões de pausa de emergência. Nenhum dos dois botões estava funcionando. O parque também não contava com manual de funcionamento e não contava há anos com manutenção”, explicou Moura. Segundo ele, a perícia confirma a responsabilidade da proprietária do empreendimento, do dono do equipamento, e da Sedur, que liberou o funcionamento do brinquedo onde ocorreu o incidente. “A grande pergunta que fica é quem autorizou o funcionamento de um parque que não contava com manutenção, que os botões de pausa de emergência também não estavam funcionando?”, questionou o advogado. A defesa do jovem não revelou detalhes de todos os pedidos feitos na ação civil, mas destacou que, entre as solicitações, está a de uma prótese mecânica. “A gente pede a prótese do braço, o braço mecânico, porque o Andrei, como todos sabem, perdeu o seu braço, perdeu o membro por inteiro, completamente, e ele precisa restabelecer a sua vida, ele precisa voltar a ter uma vida de um jovem de 20 anos”, completou Moura. O Portal A TARDE entrou em contato com a Sedur e com a defesa do proprietário do equipamento do parque, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.




