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Governo vai conversar com China para reduzir efeitos de tarifas sobre carne bovina

Fabio: Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo brasileiro informou que tomou conhecimento da decisão do governo da China de aplicar uma medida de salvaguarda às importações globais de carne bovina e afirmou que acompanha o tema com atenção. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro e tem duração prevista de três anos. De acordo com a decisão chinesa, foi estabelecida uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que excederem esse volume estarão sujeitas à cobrança de uma sobretaxa de 55%. A salvaguarda se aplica às importações de todas as origens e não tem como objetivo combater práticas desleais de comércio, sendo um instrumento previsto nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) para lidar com aumentos expressivos de importações. O governo brasileiro informou que vem atuando de forma coordenada com o setor privado e que seguirá dialogando com as autoridades chinesas, tanto no âmbito bilateral quanto nos fóruns da OMC. O objetivo é mitigar os impactos da medida e defender os interesses dos trabalhadores e produtores do setor pecuário. Em 2024, a China foi responsável por 52% das exportações brasileiras de carne bovina, enquanto o Brasil se manteve como o principal fornecedor do produto para o mercado chinês. Segundo o governo, ao longo dos últimos anos, o setor pecuário brasileiro tem contribuído de forma consistente para a segurança alimentar da China, com produtos competitivos, sustentáveis e submetidos a rigorosos controles sanitários.

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