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Desemprego cai para 5,4% no trimestre até outubro, o menor já registrado na série histórica

Foto: Vitor Vasconcelos/PR

A taxa de desemprego no Brasil no trimestre encerrado em outubro foi de 5,4%, a menor já registrada na série histórica que teve início em 2012. O índice aponta recuos em duas comparações recentes: -0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,6%), e -0,7 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (6,2%). Os indicadores estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) divulgada nesta sexta-feira, 28 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra ainda que a população desocupada (5,9 milhões) está no menor contingente já registrado. Recuou 3,4% (menos 207 mil pessoas) no trimestre e 11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano. A população ocupada (102,6 milhões) ficou estável no trimestre, no maior patamar da história, e incluiu 926 mil pessoas no ano. Outro destaque é o número de empregados com carteira assinada, que renovou seu recorde e chegou a 39,182 milhões. O nível da ocupação, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,8%. Acompanhando a tendência observada em outros recortes, a taxa composta de subutilização (13,9%) foi novamente a mais baixa da série. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas recuaram para 4,572 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em abril de 2016. O grupo de pessoas desalentadas (desiste de procurar emprego por achar que não conseguiria) totaliza 2,64 milhões, depois de ter atingido seu maior valor (5,829 milhões) no trimestre de janeiro a março de 2021, e apresentou queda de 11,7% no ano. O percentual de desalentados (2,4%) ficou estável no trimestre e recuou 0,3 ponto percentual no ano. A massa de rendimento médio real bateu novo recorde e chegou a R$ 357,3 bilhões, com estabilidade no trimestre e alta de 5% (mais R$ 16,9 bilhões) no ano. Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi recorde, estatisticamente estável no trimestre e crescendo 3,9% no ano. O número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada renovou o recorde e chegou a 39,18 milhões, com estabilidade no trimestre e crescimento de 2,4% (mais 927 mil de pessoas) na comparação anual. Já o número de empregados no setor público (12,9 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 298 mil pessoas) no ano.

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