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Analfabetismo entre quilombolas é quase três vezes maior do que na população total do país, diz IBGE

Foto: Freepik

De acordo com informações coletadas pelo Censo Demográfico 2022, a taxa de alfabetização das pessoas quilombolas com 15 anos ou mais de idade, vivendo dentro e fora de territórios oficialmente delimitados (1.015.034 pessoas), foi de 81,01% (822.319 pessoas), inferior ao índice nacional (93,0%) para esse grupo de idade. Assim, a taxa de analfabetismo dos quilombolas chegou a 18,99% (192.715 pessoas), 2,7 vezes acima da registrada entre a população geral (7,0%). Foram consideradas alfabetizadas as pessoas que souberam ler e escrever um bilhete simples. As informações foram publicadas hoje (19) pelo IBGE. Nos territórios quilombolas oficialmente delimitados, existiam 122.227 pessoas de 15 anos ou mais de idade em 2022. A taxa de alfabetização desse grupo foi de 80,25% (98.091 pessoas), abaixo da taxa nacional para essa parcela da população (93,0%) e inferior também ao patamar de alfabetização do contingente quilombola como um todo (81,01%). Consequentemente, o índice de analfabetismo atingiu 19,75% (24.136 pessoas), nível superior à taxa nacional (7,0%) e ao percentual de analfabetos na população quilombola em geral (18,99%). Do total de quilombolas com no mínimo 15 anos de idade que viviam fora dos territórios quilombolas em 2022 (892.807 pessoas), 81,12% (724.228 pessoas) eram alfabetizados. Esse número foi menor do que a taxa nacional (93,0%) para a mesma faixa etária, e um pouco acima do índice de alfabetização na totalidade da população quilombola (81,01%). Dessa forma, 18,88% (168.579 pessoas) deste contingente populacional eram analfabetos, acima da taxa nacional (7,0%), mas ligeiramente inferior ao analfabetismo na população quilombola em geral (18,99%).

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