
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta vermelho, nível máximo de severidade, para 392 municípios da Bahia devido ao acumulado expressivo de chuvas. O aviso de grande perigo teve início às 10h33 do dia 28 de fevereiro e seguiu válido até as 23h59 de segunda-feira, 2 de março de 2026. A previsão indicou precipitações superiores a 60 milímetros por hora ou volumes acima de 100 milímetros por dia, cenário que elevou o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas, sobretudo em áreas vulneráveis. No sudoeste baiano, os reflexos do período chuvoso foram registrados em diferentes cidades. Em Itagibá, as chuvas intensas desde sexta-feira, 27 de fevereiro, elevaram o nível do Rio do Peixe, que transbordou em vários pontos. O acúmulo de água represada agravou a situação em bairros mais baixos, onde residências e estabelecimentos comerciais foram invadidos, provocando prejuízos materiais e dificultando a circulação. Parte do muro do estádio municipal também foi derrubada pela força da enxurrada. Em Tanhaçu, cerca de 30 milímetros de chuva em pouco mais de uma hora, na tarde de domingo, 1º de março, causaram diversos pontos de alagamento. Ruas ficaram cobertas pela água e, nas áreas mais baixas, imóveis foram atingidos, com danos a móveis e eletrodomésticos. Moradores relataram momentos de tensão durante o pico da precipitação e afirmaram que o problema é recorrente, atribuindo os transtornos à deficiência na drenagem urbana e à falta de manutenção da infraestrutura. Já em Brumado, o acumulado de chuvas no primeiro bimestre de 2026 chegou a aproximadamente 366 milímetros, segundo levantamento do observador climático Luiz Alberto, do Espaço João de Barro. Em janeiro foram registrados 173 milímetros e, em fevereiro, 193 milímetros. O volume superou com folga o registrado no mesmo período de 2025, quando o total foi de cerca de 172,4 milímetros, sendo 168 milímetros em janeiro e apenas 4,4 milímetros em fevereiro. De acordo com análises regionais do Inmet, a atuação sequencial de sistemas atmosféricos manteve o período chuvoso ativo, com tendência de continuidade das precipitações ao longo de março, favorecendo a recarga hídrica e a recuperação da vegetação. Em Malhada de Pedras, a prefeitura suspendeu preventivamente as aulas da rede municipal a partir de 2 de março. A decisão foi tomada após vistoria do prefeito em estradas vicinais, onde foram constatadas dificuldades de tráfego, especialmente para o transporte escolar na zona rural. Segundo a gestão, alguns veículos já não apresentavam condições seguras de circulação. A Secretaria Municipal de Educação informou que novos comunicados seriam divulgados para orientar sobre o retorno das atividades. Em Vitória da Conquista, a prefeita Sheila Lemos decretou, no domingo, 1º de março, a suspensão das aulas e de todas as atividades presenciais nas escolas da zona rural da rede municipal por três dias úteis, com previsão de retorno na quarta-feira, 4 de março. A medida foi adotada após o aviso de grande perigo emitido pelo Inmet, diante do risco elevado de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos. Também foi publicado o decreto nº 24.121/2026, que recomendou a suspensão e o adiamento de eventos em espaços públicos abertos. Entre os locais considerados mais vulneráveis estiveram o Parque Municipal Lagoa das Bateias, o Orquidário Municipal, a Catedral das Flores, a Praça Tancredo Neves, o Estádio Municipal Lomanto Júnior, o Estádio Municipal Murilo Mármore e o Parque de Exposições Teopompo de Almeida. O decreto permaneceu em vigor enquanto duraram as condições climáticas adversas no município.




