Livramento

Desligamento de enfermeira gera repercussão e Prefeitura de Livramento nega motivação política

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O desligamento da enfermeira Rosane Silva Oliveira, que atuava na Secretaria Municipal de Saúde de Livramento de Nossa Senhora, gerou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre as circunstâncias da decisão administrativa. Rosane foi desligada do quadro municipal no dia 10 de agosto. A irmã da profissional, Vanderleia Meira, conhecida como “Bia”, afirmou nas redes sociais que a enfermeira estava afastada por problemas de saúde e que teria apresentado atestados médicos à administração municipal. Segundo Vanderleia, Rosane havia passado por uma cirurgia e enfrentado complicações no período pós-operatório. A familiar questionou o desligamento enquanto a profissional, segundo seu relato, permanecia afastada por recomendação médica. Ela também associou a decisão a possíveis divergências políticas e citou o apoio que ela e o marido, Ney Trindade, conhecido como Ney Eventos, teriam dado à campanha da atual prefeita, Joanina Sampaio, além de posteriormente apoiarem o deputado estadual Marquinho Viana. As alegações de perseguição política, entretanto, partem da familiar e não foram apresentadas, até o momento, provas independentes que confirmem essa motivação. Em nota divulgada nesta quinta-feira (13), a Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora apresentou esclarecimentos sobre o caso e negou que o desligamento tenha qualquer relação com perseguição política. De acordo com a Administração Municipal, Rosane havia se afastado das atividades após apresentar atestado médico e, posteriormente, recebeu benefício do INSS por incapacidade temporária, com vigência de 23 de abril a 25 de maio de 2026. A Prefeitura afirma que, após o encerramento do benefício, não teria recebido documentação que comprovasse a continuidade do afastamento. Segundo a gestão, a servidora foi notificada para regularizar sua situação funcional e retornar ao trabalho, mas não teria voltado às atividades no Posto Satélite dos Patos. Ainda conforme a nota, o desligamento ocorreu diante da necessidade de garantir a continuidade do atendimento à população da comunidade dos Patos. A Prefeitura sustenta que a decisão teve como fundamento exclusivamente a situação funcional da profissional e afirma respeitar Rosane, seus familiares e o direito de manifestação dos cidadãos. O principal ponto de divergência entre as versões apresentadas é a situação funcional da enfermeira após o término do benefício previdenciário. Enquanto a família afirma que ela permanecia afastada por questões de saúde e que havia apresentado documentação médica, a Prefeitura diz que não recebeu documentos que comprovassem a continuidade do afastamento após 25 de maio. As condições do vínculo de Rosane com o município, os documentos apresentados e os procedimentos adotados para o desligamento são elementos que podem esclarecer as circunstâncias da decisão. Até o momento, portanto, há versões divergentes sobre o caso: a família questiona o desligamento e levanta a possibilidade de motivação política, enquanto a Prefeitura afirma que a medida foi administrativa e relacionada à situação funcional da profissional.

Enviar: