Bahia

Rambo, o cão bombeiro da Bahia que já tem duas certificações nacionais

Foto: Divulgação/CBMBA

Brincalhão, cheio de energia e apaixonado por brinquedos, Rambo também é um especialista em encontrar pessoas. Aos três anos, o pastor-belga-malinois do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) conquistou duas certificações nacionais para atuar em operações de busca de pessoas vivas em áreas urbanas e rurais. Ao lado do soldado BM Eder Silva de Jesus, seu condutor, Rambo integra a Companhia de Operações com Cães (COC) do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM/Iguatemi). Com a conquista, ele se tornou o segundo cão da corporação certificado nessa modalidade. A história de Rambo com o Corpo de Bombeiros começou quando ele ainda tinha apenas dois meses de vida. Nascido no Mato Grosso, o cão chegou à Bahia ainda filhote e passou a ser preparado para atuar em ocorrências de busca, incluindo situações em áreas de mata e locais com escombros. O treinamento, no entanto, está longe de ser uma simples brincadeira. São horas de dedicação para que o animal esteja preparado para agir quando uma ocorrência acontecer. “O treinamento acontece antes mesmo de qualquer chamado surgir. Ele tem que estar apto para qualquer tipo de ocorrência, momento em que não podemos esperar que o desastre aconteça para treinar os nossos cães”, explicou Eder. A preparação de anos foi colocada à prova durante a etapa Centro-Oeste da Certificação Nacional de Cães, realizada em Várzea Grande, no Mato Grosso. Durante cinco dias, Rambo e seu condutor enfrentaram as condições do Cerrado e participaram de uma série de avaliações. Entre os testes estavam provas de obediência, destreza, agressividade e busca, que verificaram a capacidade do animal de responder aos comandos e localizar pessoas em diferentes situações. A certificação é importante não apenas como reconhecimento do treinamento, mas também para ampliar a possibilidade de emprego das equipes em ocorrências de maior proporção. Cães certificados podem ser convocados para operações e desastres de âmbito regional, nacional e internacional. No quartel, Rambo mantém uma rotina diária de preparação. Os treinamentos são realizados, principalmente, nos horários de temperaturas mais amenas. Segundo Eder, o calor pode comprometer o desempenho do animal. “O calor suga muito a energia do cachorro e atrapalha o trabalho com o faro. Então, ao chegar no quartel, bem cedinho, busco sempre sair para os pontos de treinamento e dar início à rotina”, relatou. Mas não é só o preparo físico que importa. A socialização também faz parte da formação de um cão de busca. A tenente BM Catharina Bonfim, comandante da unidade, explica que Rambo precisa estar habituado à presença de pessoas diferentes, já que são justamente elas que ele será treinado para localizar. “Buscamos sempre apresentar pessoas novas para eles, de diferentes idades, gêneros e características”, afirmou. Depois das duas certificações conquistadas, Rambo já tem um novo objetivo: ser certificado para atuar na localização de vestígios de restos mortais em áreas urbanas e rurais. A expectativa do Corpo de Bombeiros é que essa nova etapa aconteça até dezembro deste ano. Enquanto isso, Rambo segue com a rotina de treinamentos, comandos e buscas. E, entre uma atividade e outra, também há espaço para aquilo que ele mais gosta: brincar e interagir com as pessoas. Por trás do jeito brincalhão, está um cão altamente treinado, preparado para cumprir uma missão que pode fazer toda a diferença em uma ocorrência: encontrar quem precisa ser encontrado.

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