
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia autorizou a abertura de um inquérito policial para investigar o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, por suspeitas de irregularidades envolvendo financiamento de campanha e contratos públicos firmados pela Prefeitura. A medida foi determinada no âmbito da Petição Criminal nº 0600053-74.2026.6.05.0000, após solicitação da Procuradoria Regional Eleitoral. A decisão foi assinada pelo relator do caso, desembargador Maurício Kertzman Szporer, que apontou a existência de indícios suficientes para justificar o aprofundamento das apurações. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade das suspeitas apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral. “Os indícios apresentados pelo Ministério Público Eleitoral são robustos o suficiente para justificar a instauração do inquérito policial. A complexidade dos fatos, a pluralidade de condutas aparentemente ilícitas e a necessidade de aprofundamento na coleta de provas tornam a medida investigatória indispensável”, afirmou. Com a autorização judicial, o processo foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia, que ficará responsável por conduzir as investigações. De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral, as suspeitas envolvem possível prática de falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois, além de eventuais irregularidades relacionadas à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Entre os pontos citados na decisão está a suspeita de que uma empresa tenha fornecido estrutura completa para eventos durante a campanha eleitoral, enquanto na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral teriam sido declarados valores inferiores aos serviços efetivamente utilizados. Outro aspecto investigado envolve contratações realizadas posteriormente pela Prefeitura de Rio de Contas, incluindo serviços relacionados a eventos e festejos municipais. A sequência dessas contratações levantou a suspeita de que o apoio prestado durante a campanha possa ter sido seguido pela celebração de contratos públicos, situação que agora será apurada pela Polícia Federal. O processo também cita questionamentos sobre contratações diretas, procedimentos licitatórios e valores de contratos ligados à realização de eventos no município, o que motivou a abertura da investigação. Com o inquérito, a Polícia Federal deverá realizar diligências, coleta de documentos, análise de contratos e movimentações financeiras, além da oitiva de testemunhas. Além desse caso, o prefeito Célio Evangelista da Silva também é alvo de um inquérito civil do Ministério Público, registrado sob o nº 003.9.110756/2025, que investiga possível desvio de recursos públicos.




