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‘Foi uma noite de terror’: reações em pacientes levam à suspensão de atendimento na Clínica de Hemodiálise em Brumado

O caso envolvendo a Clínica de Hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Brumado é grave e exige apuração técnica rigorosa, sobretudo porque pacientes renais crônicos dependem diretamente da qualidade da água utilizada no processo de hemodiálise para garantir a segurança do tratamento. Os relatos de pacientes e familiares apontam para um cenário de apreensão durante as sessões realizadas na última sexta-feira (12). Segundo testemunhos, diversos pacientes apresentaram reações adversas simultaneamente, o que levou à interrupção imediata dos procedimentos e ao encaminhamento de alguns deles para unidades hospitalares. De acordo com informações divulgadas pela própria instituição, a suspensão dos atendimentos ocorreu de forma preventiva após o registro de intercorrências consideradas pontuais. A Santa Casa informou que realiza análises técnicas para identificar as causas do problema e ressaltou que os padrões exigidos para a água utilizada em hemodiálise são extremamente rigorosos. Entre as hipóteses levantadas está a utilização de água proveniente de caminhão-pipa após a interrupção do abastecimento regular no município. A falta de água teria sido provocada por oscilações no fornecimento de energia elétrica que afetaram as bombas de captação da Barragem de Cristalândia. Familiares de pacientes relataram que a clínica teria mencionado excesso de cloro na água utilizada durante os procedimentos de higienização dos equipamentos, embora essa informação ainda dependa de confirmação por meio dos laudos técnicos. Especialistas na área de nefrologia apontam que a água utilizada na hemodiálise passa por processos complexos de tratamento e purificação. Qualquer alteração nos parâmetros químicos ou microbiológicos pode representar risco aos pacientes, uma vez que grandes volumes de água entram em contato indireto com a corrente sanguínea durante o procedimento. Até o momento, não foram divulgados resultados oficiais das análises nem a confirmação da causa das reações apresentadas pelos pacientes. A expectativa é que os exames laboratoriais e as inspeções técnicas esclareçam se houve falha na qualidade da água, no sistema de tratamento, na higienização dos equipamentos ou em outro componente do processo. Enquanto as investigações seguem em andamento, a Santa Casa informou que trabalha na relocação dos pacientes para outras unidades e na adoção das medidas necessárias para restabelecer os atendimentos com segurança. O episódio gerou preocupação entre pacientes e familiares, que cobram transparência na divulgação dos resultados da apuração e garantias de que o tratamento será retomado sem riscos à saúde dos usuários do serviço.

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