
Em março, a Bahia gerou 14.008 postos com carteira assinada (diferença entre 97.206 admissões e 83.198 desligamentos). Trata-se do terceiro mês seguido com saldo positivo. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). No mês, o Brasil computou um saldo de 228.208 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 25.138 postos – oscilações de +0,47% e +0,30% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia (+0,62%), portanto, exibiu um aumento relativo maior que o da região nordestina e que o do país. Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 24 delas, em março. A Bahia exibiu o sexto maior saldo do país. Em termos relativos, a unidade baiana situou-se na décima posição. O saldo de março se revelou superior ao de fevereiro (+7.602 postos) e também o maior do ano no estado até agora. No comparativo anual, o resultado também se mostrou maior do que o de março do ano passado (+3.701 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.260.282 vínculos celetistas ativos, uma variação positiva de 0,62% sobre o quantitativo do mês anterior. Na Bahia, em março, quatro das cinco grandes atividades registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+8.872 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida vieram Construção (+2.831 vagas), Indústria geral (+2.183 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+156 empregos). O setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-33 postos), portanto, foi aquele com supressão líquida de postos. No Nordeste, apenas dois estados não experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia ocupou a primeira colocação entre as unidades nordestinas. Em termos relativos, por outro lado, o estado baiano situou-se na segunda posição. No agregado do ano, de janeiro a março, a Bahia preencheu 28.058 novas vagas, aumento de 1,26% em relação ao total de vínculos do começo do ano. De janeiro a março, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+17.783 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, Construção (+7.632 empregos), Indústria geral (+3.763 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+2.021 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas. No caso, apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-3.140 vagas) registrou perda líquida de postos no ano. O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no Nordeste no ano, com 613.373 e 49.630 novas vagas, respectivamente – altas de 1,27% e 0,60% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia (+1,26%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior do que o do Nordeste, mas ligeiramente menor do que o do país. No acumulado do ano, 25 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o sétimo maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na 14ª colocação no país e na segunda posição na região nordestina. A série histórica do Caged está no painel do Mercado de Trabalho na plataforma do InfoVis Bahia (https://infovis.sei.ba.gov.br/).




