Região Sudoeste

Moradora denuncia problemas em transporte com ambulância Dom Basílio mas equipe apresenta versão divergente

Foto: Reprodução/Blog Cidade

Uma moradora de Rio de Contas denunciou supostas irregularidades durante um transporte em ambulância da prefeitura de Dom Basílio com destino a Salvador, realizado entre sexta-feira, 2 de abril, e sábado, 3 de abril. O caso envolve relatos de insegurança durante a viagem, mas a versão foi contestada por uma profissional de saúde que integrava a equipe. De acordo com a denunciante, Adriana Flores, a viagem teve início por volta das 10h de sexta-feira, quando acompanhava o filho para um procedimento médico na capital baiana. Ela afirmou que a criança permaneceu em jejum durante todo o trajeto até a chegada em Salvador, onde o atendimento estava previsto para a manhã do dia seguinte. Ainda segundo o relato, o motorista teria realizado paradas frequentes ao longo do percurso, o que, na avaliação da moradora, contribuiu para atrasos. Adriana também afirmou que, nas proximidades de Milagres, a ambulância teria se envolvido em uma colisão, provocando um impacto que quase resultou no tombamento do veículo. Ela disse que o filho não utilizava cinto de segurança no momento e acabou caindo dentro da ambulância. A moradora relatou ainda que houve desentendimentos com o condutor durante a viagem, alegando que ele teria adotado postura agressiva ao ser questionado. Segundo ela, o retorno também foi marcado por novas paradas, problemas no abastecimento e condução brusca, incluindo uma arrancada seguida de frenagem repentina, o que teria provocado impacto contra a estrutura interna do veículo e causado dores na criança. Diante da situação, Adriana afirmou que optou por encerrar o trajeto antes de chegar a Rio de Contas, solicitando desembarque em Dom Basílio por receio de seguir viagem. Por outro lado, uma enfermeira que participou do transporte apresentou versão diferente dos fatos. Segundo ela, o atendimento do paciente ocorreu normalmente em Salvador. “Foi realizada a transferência, foi resolvido o problema da paciente graças a Deus e infelizmente no retorno, pelo relato da equipe de viagem, ela queria ir direto pra casa e tratou a equipe dessa forma”, declarou. A profissional também negou a ocorrência de acidente durante o trajeto. “O relato da batida que foi citado não teve, o caminhão estava vindo para cima da gente e o motorista com muita experiência de estrada tirou a ambulância”, afirmou. Sobre a quantidade de ocupantes, a enfermeira disse que estavam apenas ela, o motorista, a mãe e a criança. “A quantidade de pessoas citadas que ela diz que tinha na ambulância não teve, só estava eu e o condutor e ela e o bebezinho dela na ambulância, não teve mais ninguém.” Em relação às paradas, a profissional afirmou que ocorreram apenas as necessárias para abastecimento e apoio durante o percurso. Ela confirmou que houve um problema com o cartão no retorno, mas destacou que a situação foi resolvida rapidamente. “Realmente a genitora ela foi agindo de má fé, muito arrogante também e não queria que tivesse parada para poder ir no banheiro, poder abastecer, queria ir direto e voltar direto sem ter parada nenhuma”, declarou.

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