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Com aumento de renda, cerca de 1 milhão de famílias deixam o Bolsa Família em julho

Foto: Vitor Vasconcelos/PR

A estabilidade no emprego e o avanço no empreendedorismo estão transformando a realidade de muitas famílias brasileiras. Neste mês de julho, aproximadamente 1 milhão de famílias deixaram de receber o Bolsa Família após melhorarem suas condições financeiras. O dado é do Governo Federal e reflete o impacto direto da geração de empregos e da renda sobre o programa de transferência. Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada criadas no Brasil em 2024, 98,8% foram preenchidas por pessoas registradas no Cadastro Único (CadÚnico) — sistema que reúne informações das famílias de baixa renda do país. Entre esses contratados, 1,27 milhão (75,5%) eram beneficiários do Bolsa Família no momento da contratação. Das 958 mil famílias que deixam o programa neste mês, 536 mil cumpriram o período máximo de 24 meses na Regra de Proteção — medida que permite a permanência parcial no programa (com 50% do valor do benefício) mesmo após o aumento da renda familiar para valores entre R$ 218 e meio salário mínimo por pessoa. Outras 385 mil famílias ultrapassaram o limite de R$ 759 per capita (meio salário mínimo), o que as torna inelegíveis ao Bolsa Família, conforme os critérios do programa. Mesmo com o desligamento, essas famílias seguem amparadas por outra ferramenta da política social: o Retorno Garantido. Esse mecanismo assegura que ex-beneficiários tenham prioridade no reingresso ao programa caso voltem a enfrentar uma situação de vulnerabilidade social ou pobreza, seja após o fim da Regra de Proteção ou por desligamento voluntário.

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