Em quatro dias de fiscalização itinerante em duas regiões do estado realizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, ADAB, foram contabilizadas uma interdição de matadouro municipal, fechamento de laticínio clandestino, apreensão de animais e carcaças de bovinos, suínos, ovinos e produtos lácteos impróprios para consumo.

A estratégia da ADAB (Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia) para proteger a saúde pública e evitar que alimentos de origem animal com possibilidade de transmissão de zoonoses cheguem à mesa dos consumidores, tem surtido efeito.

Conforme a ADAB, no Território do Piemonte do Paraguaçu, ações planejadas para acontecer em dias úteis ou nos finais de semana surpreenderam motoristas que transportavam bois sem a GTA (Guia de Trânsito Animal), flagrados na BA-046 entre Itaberaba e Iaçu. Também uma fábrica de embutidos de suínos clandestina foi notificada em Ruy Barbosa. Os fiscais interditaram uma fazenda em Ibiquera por abate clandestino.

Já no município de Wagner foram apreendidos 500 kg de queijo em temperatura imprópria para consumo. Também foram apreendidos iogurtes. A fiscalização detectou que nas caixas o produto marcava 23º, muito acima dos 10ºC recomendado pelas entidades sanitárias.

“Além do desrespeito às regras de transporte, armazenamento e conservação, os rótulos dos produtos estampavam que os mesmos só poderiam ser comercializados dentro do estado de Minas Gerais”, revelou o médico veterinário Delcarlos Martinez, coordenador de uma das equipes da ADAB.

Uma motocicleta foi flagrada na BR-242 no transporte de leite carregado em bambonas que servem como recipientes de óleo e produtos químicos e estavam sendo reutilizados para produtos de consumo.

Depois de blitz na cidade de Macajuba, as equipes encontraram em Itaberaba 65 kg de massa para requeijão em um laticínio clandestino desprovido de cuidados com a higiene. O local foi interditado e o proprietário notificado.

O matadouro de Boa Vista de Tupim foi interditado por falta de condições de funcionamento.

“Nosso maior receio é quanto à transmissão de Brucelose, Tuberculose e outras doenças ao ser humano, além disso, os animais sem GTA podem estar contaminados ou sem o controle de vacinação, por isso lembramos que o processo do abate clandestino pode acionar vetores de inúmeras doenças pela falta de cuidados dos praticantes, o que é um atentado à saúde”, explica Maurício Bacelar, diretor-geral da ADAB