A sessão do Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, quando deveria ser lido o parecer do relator da reforma da Previdência, foi suspensa nesta terça-feira (9) após uma confusão.

O delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido do presidente Jair Bolsonaro na Casa, foi acusado pelo Eduardo Bismarck (PDT-CE) de estar armado em plenário.

Waldir chegou a mostrar o coldre vazio aos jornalistas, após a confusão, mas Bismack garantiu que o líder do PSL havia passado a arma para outra pessoa no meio do tumulto.

O pedetista chegou a ficar em pé nas cadeiras da comissão e pediu ao presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR), que fechasse as portas para não deixar ninguém entrar ou sair. A sessão foi suspensa por alguns minutos e Francischini chamou os coordenadores de bancada para sua sala.

“Isto aqui não é rinha de galo”, exclamou o deputado, tentando sem sucesso conter a confusão.

Segundo o Estado de S. Paulo, o tumulto começou depois que o presidente decidiu proceder à leitura do relatório. A oposição tentava apresentar questões de ordem para protelar o início da apresentação, e foi à mesa de Francischini apelar para que ela não fosse iniciada.

O clima na CCJ é de tensão desde o início da sessão, com os deputados de oposição apresentando sucessivos requerimentos para tentar adiar o processo.