A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com pedido na Justiça nesta sexta-feira (8) para que Lula deixe a prisão. O ex-presidente está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba há 580 dias. Segundo o R7, o pedido foi protocolado na 12ª Vara Federal de Curitiba. O advogado de Lula Cristiano Zanin afirma que a defesa quer que pedido seja analisado com celeridade. "O que nós estamos pedindo é que haja a expedição imediata do alvará de soltura, porque não há respaldo político que mantenha o ex-presidente preso uma hora sequer", afirma.

Para Zanin, "qualquer ato protelatório dará contornos políticos ao processo". 

Além do pedido de soltura imediata, a defesa afirma que continuará com o habeas corpus para anular o processo contra o ex-presidente. Ainda conforme o R7, a defesa batalha pela nulidade do processo em que Lula foi condenado. Segundo Zanin, o ex-presidente está confiante. "Está muito sereno, mas também a decisão da Suprema Corte deu a ele uma luz de esperança de que possa haver justiça no caso", diz.

Na noite de quinta-feira (7), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por seis votos a cinco, que os réus do Brasil podem ser presos somente após o fim do processo ou com o esgotamento de todos os recursos. Os votos contrários à prisão após a condenação em segunda instância foram do presidente do STF, Dias Toffoli, assim como o relator das ações, Marco Aurélio Mello, e os ministros Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Foram derrotados os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia.

O veredito final tem condição de beneficiar cerca de 4.900 presos, conforme estimativa do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) com base nos dados do BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões)